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Compartilhando teclado e mouse via rede

Muitas vezes é muito útil compartilhar o teclado e o mouse entre várias máquinas. Por exemplo, você pode ter vários computadores com monitores e operá-los apenas com um notebook.

Um aplicativo muito bom que realiza esta tarefa é o Synergy. Este é um software Open source que torna  possível controlar até 14 computadores a partir de um único equipamento. O melhor de tudo é que o Synergy pode ser instalado, tanto como servidor ou cliente, em plataformas Linux, Windows e Mac.

Para instalar o aplicativo no Windows basta baixá-lo neste endereço. Neste exemplo vou instalar o servidor, ou seja, a máquina que compatilhará o teclado e o mouse, em uma máquina com Windows 7. Depois de uma série de next's execute o aplicativo e marque a opção Server, conforme figura abaixo.



Clique em Configura Server... e a janela abaixo será apresentada.


Aqui podemos definir onde ficará cada computador. Para isso basta arrastar um monitor para um dos retângulos que rodeiam o computador central (lembrando que NB significa notebook e não noob -_-, mas tanto faz rsrs). Definido a posição do computador será preciso identificá-lo. Para isso clique duas vezes sobre o monitor adicionado, a seguinte tela será apresentada.


Existem várias opções aqui, mas basicamente é preciso dar um nome para o computador. Feito isto, clique em OK. Observe como ficou nosso cenário:


Neste caso ao levar o mouse para cima o teclado e o mouse do computador Douglas-NB será compartilhado como o computador Ubuntu. Para excluir um computador basta arrastá-lo para a lixeira no canto superior esquerdo. Clique em OK. E depois em Start para iniciar o serviço e esperar conexão do cliente.

Na outra máquina temos o Ubuntu 12.04. Para instalar o Synergy nesta versão basta executar o seguinte comando:

# sudo apt-get install quicksynergy

 Execute a aplicação e a seguinte tela será apresentada. Aqui no Ubuntu é possível configurar apenas 4 computadores caso ele fosse o servidor.


Mas como estamos definindo, neste exemplo, a máquina com Ubuntu como cliente, clique na aba Usar. Preencha o campo Hostname com o IP do servidor e no nome da tela escreva o mesmo nome que foi configurado no servidor Windows. Lembrando que o aplicativo não é case sensitive, por tanto, Ubuntu será igual a ubuntu.


Agora é  só clicar  em Executar e compartilhar o mesmo teclado e mouse nas duas máquinas.

Abraço

OTRS, sistema open source para Help Desk

O OTRS é um sistema open source para operação e gerenciamento de um serviço de Help Desk. Ele é bastante utilizado no mundo todo por órgãos governamentais  e empresas de grande porte como a Phillips, a Nokia e a NASA.

O OTRS é distribuido sob a licença AGPL (Affero General Public License V3), que é uma especialização da licença GPL para software que funcionam como um serviço (SaaS).

A ferramenta desenvolvida em Perl trabalha como um serviço sobre qualquer servidor HTTP que dê suporte a linguagem. Como banco de dados podem ser utilizados o MySQL, o Postgres, o SQL Server e outros. Ele roda sobre várias distribuições Linux, Windows, FreeBSD e MacOS.

A ferramenta é distribuída com suporte a várias linguagens, entre elas o português brasileiro (pt_br). No entanto, esta tradução ainda não está muito boa, o que pode causar dúvidas sobre o funcionamento da ferramenta.

Um dos pontos fortes da ferramenta é a preocupação com o controle de Acordos de Nível de Serviço, mais conhecido como SLA. E com a instalação do módulo de gerenciamento de serviços de TI (ITSM) o OTRS possibilita o gerencimento de incidentes, problemas, mudanças e ativos.  O módulo ITSM foi desenvolvido para atender aos requisitos estabelecidos pela ITIL® v3, e com isso conseguiu a certificação PinkVERIFY.

É possível fazer integração com serviços de diretórios como o Active Directory e o eDirectory através do LDAP, além do Radius. Foi publicado no site do projeto OTRS a continuidade de um projeto para tornar possível sua integração com SAP, o sistema de ERP mais utilizado do mundo.

Existem empresas no Brasil que oferencem o serviço de instalação, personalização e suporte na ferramenta. Inclusive, foi publicado recentemente no site do projeto OTRS a parceria com mais 3 empresas brasileiras. Apesar disso, a ferramenta possui uma boa documentação em inglês que descreve como instalar, configurar, personalizar e ainda desenvolver funcionalidades para o OTRS.

Não é possível dizer que o OTRS é a melhor ferramenta Open Source para Help Desk, mas com certeza ele é uma excelente opção e aparenta ter um futuro promissor. Outras ferramentas de código aberto para Help Desk muito boas são o GLPI e o Request Tracker.

Forte abraço 

Clementine, opção ao Banshee


Se você, assim como eu, não gosta do Banshee, o player de música que o pessoal da Canonical resolveu colocar como padrão a partir do Ubuntu 11.04, e está a procura de outro para substituí-lo, "seus pobrema se acabaram se". Bom, pelo menos esta é a minha opinião =].
Encontrei o Clementine recentemente e me amarrei nele. Ele é leve, organiza melhor as músicas e fornece informações sobre a música e o artista que está tocando. Dentre estas informações a que eu mais gostei foi a possibilidade de ver a letra da música. Para quem está acostumado com o Winamp com o plugin do Letras.mus.br, o Clementine é a solução.
O Clementine encontra-se na versão 1.0, para Windows, Linux e MacOS. O download pode ser feito no endereço http://www.clementine-player.org/. Ou através do comando apt-get install clementine.
Se você gostar do Clementine e tiver problemas para defini-lo como seu player padrão no Ubuntu siga os passos mostrados neste endereço.

Forte abraço

Corretor Ortográfico em Português para o gedit

E ai pessoal, estava eu escrevendo alguns textos no gedit, por ele ser mais leve e fácil de utilizar, e percebi que ele não estava corrigindo minha ortografia quando errada. Resolvi pesquisar o que é necessário para que ele faça isso, e descobri. Então vou passar para vocês, é bem simples.
Primeiramente devemos baixar o pacote do dicionário de Português do Brasil, que pode ser encontrado neste link. Após feito o download do arquivo basta descompactá-lo e copiá-lo para a pasta /usr/share/myspell/dicts/, como a pasta não tem permissão de escrita para qualquer usuário vamos pela linha de comando. Digite o comando

sudo cp /* /usr/share/myspell/dicts/

Lembrando que não é a pasta descompactada que tem que copiar é somente os dois arquivos pt_BR.aff e pt_BR.dic, após isso, abra o gedit e vá no menu Ferramentas> definir idioma, e escolha Português do Brasil. Depois selecione a opção Ferramenta > Verificar Ortografia Automaticamente.

Pronto! Agora é só aproveitar o corretor ortográfico.

Everton Moschen Bada
04/05/2010

Configurando interface de rede e criando rede sem fio no ZeroShell



Explicarei no post de hoje como configurar as interfaces de rede do ZeroShell, para que possamos acessar sua interface Web para poder configurar os serviços que o ZeroShell disponibiliza.
Antes de configurar a interface de rede do ZeroShell, por motivo de segurança, é necessário alterar a senha padrão do administrador. Para isso no menu inicial digite o atalho "P" e digite a nova senha de administrador. Com a senha do administrador alterada, agora podemos efetuar a configuração da interface de rede.
Para isso no menu principal do ZeroShell digite o atalho "I", para configurar a interface, aparecerá um novo menu, neste menu aperte o atalho "A" que irá direcionar para menus questionando sobre a conexão que desejamos configurar.
O primeiro menu questiona qual interface desejamos configurar, no ZeroShell as interfaces são representadas com dois números ao invés de um somente, por exemplo, eth00 ou eth01 e assim por diante. Escolha a interface digitando seu respectivo identificador e aperte Enter. Em seqüência insera os dados, iniciando pelo endereço IP (por exemplo, 192.168.1.1), depois pela mascara (por exemplo, 255.255.255.0).
Agora iremos criar uma rede sem fio com o ZeroShell, para isso é necessário que o Servidor tenha uma placa de rede sem fio com chipset da Atheros. Caso o ZeroShell tenha essa placa iremos criar uma rede sem fio, transformando a placa de rede sem fio para modo Access point.
Para isso volte ao menu principal do ZeroShell digite o atalho “W”, o menu será alterado
para o menu de gerenciamento das conexões Wi-Fi. Neste menu digite o atalho
“N” para criar uma nova rede. Serão solicitados vários dados sobre a
conexão, inicialmente será perguntado sobre a interface que será utilizada,
escolha a interface, exemplo (wifi0), a próxima questão é sobre o modo de
atuação da placa, 1 para modo Access point, e 2 para modo cliente, como desejamos criar uma rede sem fio, a opção a se escolher é a 1. A próxima questão é sobre o SSID (nome) da rede, digite o nome desejado (por exemplo, Wirelless). A próxima questão é sobre a intenção ou não de esconder o SSID, digite Yes para esconder e No, para não esconder. A seguir a questão é sobre a utilização do sistema WDS1, digite yes para utilizar, ou no para não utilizar. Depois disso a questão é sobre a forma de criptografia, as opções são:
1. Texto Plano (Sem criptografia);
2. WPA-EAP/RSN/802.1X+WEP (Criptografia, com autenticação no servidor
RADIUS);
3. WPA-PSK (Criptografia com chave compartilhada);
4. WEP.
Eu sugiro a utilização da criptografia WPA-PSK, por ser mais seguro que o WEP. Caso você tenha configurado o servidor RADIUS utilize a opção 2. Mas consideraremos que não tenha configurado o servidor RADIUS. Em seguida digita-se a chave que se deseja utilizar.
Com a rede Wi-Fi criada, agora se adiciona um endereço IP para essa interface, no menu principal do ZeroShell, digita-se o atalho „I‟, que irá redirecionar para a página de configurações de redes, para adicionar um endereço IP a essa interface, basta seguir os mesmos passos citados no inicio do post.
Pronto, seguindo esses passos rapidamente suas conexões de rede e sua rede sem fio estará criada. Logo logo, criarei mais posts explicando como configurar os outros serviços do ZeroShell. Aproveitem e conheçam essa distribuição linux, se você mexe com servidores Linux para redes locais, você irá se impressionar, com a facilidade de instalação e configuração.


Everton Moschen Bada
Tecnólogo em Redes de Computadores- IFES
06/03/2010

Documentação do NRPE em português


Venho estudando o Nagios, seus addons e plugins a algum tempo e, consequentemente, criando artigos sobre o assunto em diversos meios.

O NRPE (Nagios Remote Plugin Executor) é um complemento para o Nagios que permite o monitoramento de máquinas Linux e suas variantes UNIX.

Trata-se do método mais utilizado entre administradores de redes para monitorar sistemas Linux/Unix remotos utilizando o Nagios.

Sendo esta a primeira versão em português da Documentação do NRPE, a ser lançada diretamento no site do Nagios, trata-se da primeira entre as muitas contribuições que espero fazer ao projeto, inclusive a tradução da documentação completa do Nagios (Projeto Iniciado).

Disponibilizo, em primeira mão aqui no Beagle, a Documentação do NRPE em sua versão em português, traduzida e atualizada para uso no Ubuntu Desktop 9.10 e Ubuntu Server 8.04.



A documentação também já está no site oficial do Nagios, clique aqui para visitar.

Abraço a todos.

Creative Commons License
Documentação NRPE pt_br - por Adriano Vieira é licenciada sobre uma Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 3.0 Brasil License.

Instalando ZeroShell no HD





Olá leitores e seguidores do Beagle Network TI, hoje falarei um pouco sobre um sistema operacional linux que eu acho muito interessante, ele é bem versátil e possui muitas funcionalidades o nome dele é ZeroShell. Espero que gostem o sistema é muito bom, se vocês testarem é bem provável que gostem. Primeiramente falarei um pouco sobre o ZeroShell.

O ZeroShell é um sistema operacional linux que fornece os principais serviços necessários em uma rede local, ele foi desenvolvido por Fulvio Ricciard administrador de sistemas do instituto nacional de física nuclear (INFN) - Itália.O ZeroShell é disponibilizado em forma de livecd ou imagem para compact flash, atualmente ele se encontra na versão 1.0 beta12. Ele é muito versátil, é de fácil instalação e configuração. Todos os serviços que ele oferece são de forma integrada, e facilmente configurados via interface Web.

Entre os serviços que ele disponibiliza estão:
  • Firewall;
  • Proxy com antivirus;
  • Servidor DNS;
  • Servidor DHCP;
  • Servidor RADIUS;
Além destes há vários outros serviços caso queira conhecer todos visite o site oficial www.zeroshell.net. Lá pode-se encontrar vários tutoriais e informações sobre o sistema. Bem vamos ao tutorial de como instalar o ZeroShell no HD.

Inicialmente faça o donwload da versão para HD na versão mais recente, como mostrado na figura a seguir.

Salve a imagem em um pendrive, então insira o pendrive na máquina que deseja instalar o ZeroShell, e de boot na máquina com um livecd do ZeroShell (Faça download da versão cd e grave-a em um cd).

Depois que a máquina tiver iniciado, será mostrado um menu com várias opções de atalhos para configuração do ZeroShell, aperte 'S' para ir para o shell, então vamos checar os discos, digite o comando fdisk -l, como representado abaixo.

root@zeroshell root> fdisk -l
Disk /dev/hda: 10.1 GB, 10110320640 bytes
16 heads, 63 sectors/track, 19590 cylinders
Units = cylinders of 1008 * 512 = 516096 bytes
Device Boot Start End Blocks Id System
/dev/hda1 1 1985 1000408+ 83 Linux
Disk /dev/sda: 2063 MB, 2063597568 bytes
255 heads, 63 sectors/track, 250 cylinders
Units = cylinders of 16065 * 512 = 8225280 bytes
Device Boot Start End Blocks Id System
/dev/sda1 * 1 251 2015200+ b W95 FAT32
Partition 1 has different physical/logical endings:
phys=(249, 254, 63) logical=(250, 225, 39)
root@zeroshell root>
Verifique que será listado o seu HD e seu pendrive, no exemplo o HD é /dev/hda1 e o pendrive é /dev/sda1.

Monte o pendrive com os comandos abaixo:

root@zeroshell root> cd /mnt/
root@zeroshell mnt> mkdir pendrive
root@zeroshell mnt> ls
pendrive loop1
root@zeroshell mnt> cd /
root@zeroshell /> mount /dev/sda1 /mnt/pendrive
root@zeroshell />
Agora o pendrive está pronto para ser utilizado para a instalação. Ele está localizado no diretório /mnt/pendrive.

root@zeroshell /> cd /mnt/pendrive
root@zeroshell pendrive> gunzip -c zeroshell.img.gz>/dev/hda
root@zeroshell pendrive>
root@zeroshell pendrive> reboot
Broadcast message from root (pts/0) (Fry Jan 08 18:45:10 2010):

The system is going down for reboot NOW!
root@zeroshell pendrive>
(Obs. Observe bem no comando gunzip -c zeroshell.img.gz>/dev/hda não há o número '1' na frente do hda. Caso o seu sistema tenha um disco diferente troque as letras).

  • Remova o pendrive;
  • Reinicie o sistema, e retire o cd.
  • Pronto agora o sistema iniciará pelo HD.

Em breve mais posts sobre o ZeroShell. Aguardem!
Qualquer dúvida ou sugestão de novo post sobre o ZeroShell favor postar nos comentários.

Everton Moschen Bada

Certificação Linux LPI - Guia de Estudos + Simulado

Olá amigos,

estão se preparando para certificações LPI (101 e/ou 102)?

Se SIM então nada melhor do que ter um bom guia de estudos, fazer um simulado destas certificações e de quebra saber seus pontos fracos e fortes...

tudo isso você encontra nesse site: www.certificacaolinux.com.br

Simulado LPI (101 e/ou 102): Simulados PLI

Guia de Estudos para LPI: Guia de Estudos LPI


Abraço a todos.

Instalando linux pelo pen drive

Na procura de uma alternatica de instalar o Ubuntu sem a utilização do CD de instalação, encontrei em um outro blog (jmmwrite) uma solução para o problema. Instalar o Ubuntu a partir de um pen drive.
Uma ferramenta chamada UNetbootin faz muito bem este trabalho. A partir da imagem de várias distribuições linux, como Suse, Debian, Ubuntu, Fedora e outras, a ferramenta criar um pen drive "bootável". Agora é só configurar a BIOS para dar boot pela USB e pronto.




Se você já possuir a imagem da sua distribuição escolha a imagem, como destacado na figura acima no passo 1. Em seguida, escolha o tipo "Disco USB" e a unidade onde está o pen drive, como destacado no passo 2. O processo de instalações do Ubuntu 8.10 pelo pen drive levou aproximadamente 8 minutos.
Para baixar o UNetbootine ter mais informações sobre como utiliza-lo visite o site http://unetbootin.sourceforge.net/.


Um abraço

Fonte

Flash para firefox no ubuntu 64 bits

Um certo dia estava eu navegando na Internet sem nada para fazer, e resolvi jogar uma partida de sinuca, eis que me deparo com um problema, meu firefox não o plugin flash instalado, mandei instalar mas não resolvia, então fui pesquisar na Internet e descobri que a adobe não fez ainda flash na versão 64 bits, e todos me sugeriam instalar o firefox 32 bits e instalar o flash. Mas encontrei uma serie de problemas nisso. Pesquisando mais encontrei outra solução, uma versão beta do flash 64 bits, resolvi compartilhar com vocês.
Abaixo segue o link da versão flash 64 bits apha.

Flash-64bits-alpha

Eu instalei no UBUNTU 8.04 versão 64 bits, utilizando o firefox e funcionou corretamente.

Para instalar basta seguir os paços abaixo:

1. Faça o download do arquivo
2. Descompacte o arquivo Get64bitFlash-0.1.tar.gz
3. Abra o console Aplicações>Acessórios>Terminal
4. No terminal vá até o local onde salvou o arquivo
5. De permissão de execução ao arquivo digitando o comando sudo chmod 777 nome_do_arquivo
6. Execute o arquivo, com o comando ./nome_do_arquivo
7. Responda as perguntas(provavelmente a resposta é "yes")
8. Espere terminar a instalação, e reinicie o firefox

Agora é só utilizar o firefox que o flash estará funcionando. E qualquer erro que ocorra é só reportar. E lembre-se de ficar de olho, quando sair a versão "FULL" do flash 64 bits instale-a. Caso apareça alguma duvida é só postar como comentário.

Everton Moschen Bada

Latinoware 2008: Interoperabilidade é coisa séria

A algum tempo atrás postei um artigo sobre Interoperabilidade entre os sistemas Microsoft Windows Server e Suse Enterprise (clique aqui para ler). Bem, provando que Interoperabilidade entre sistemas Windows e Linux é coisa séria, eis que no Latinoware 2008, no último dia do evento, a Microsoft e a Novell se prestarão a encerrar, com chave de ouro, o congresso, falando dos planos e metas para a tão famigerada "interoperabilidade" (leia mais no site do Latinoware 2008).


Abraço a todos.

The Forbidden City: Space and Time


A Cidade Proibida fica localizada no centro da antiga Pequim. Recebeu esse nome devido a somente o imperador, família e subordinados de confiança poderem ter acesso a área que possuía 72 hectares.

The Forbidden City: Space and Time, é um jogo que é o resultado de 3 anos de trabalho da IBM, com intuito de recriar cada detalhe da cidade proibida.

O jogo foi desenvolvido usando arquitetura SOA e componentes de software livre (incluindo Linux).

Site do jogo.

Abraço a Todos.

Significado dos numeros do comando chmod

Everton Moschen Bada

A tabela abaixo representa as permissões de um arquivo.
As colunas que estão com '0' representam que a permissão está negada, e onde estão com '1' representam que a permissão está concedida.
A configuração das permissões podem ser feitas através de numeros decimais, números binários ou a notação em letras.

Decimais:
Utiliza-se um numero decimal para cada grupo.
Exemplo: chmod 754 arquivo.txt
O primeiro numero decimal é para o dono do arquivo, ou seja diz que o dono do arquivo tem permissão de fazer tudo com o arquivo.
O segundo é para o grupo em que o dono do arquivo pertence, ou seja diz que o grupo tem permissão de leitura e execução.
O terceiro é para os "outros", diz que ele tem permissão apenas de leitura.

Binário: Utiliza-se um conjunto de três binários para cada grupo.
Exemplo: chmod 111101100 arquivo.txt
Os primeiros três binários dizem que o dono do arquivo tem permissão total sobre o arquivo.
Do quarto ao sexto bit diz que o grupo que o dono do arquivo pertence tem permissão leitura e execução.
Do sétimo ao ultimo bit diz que os "outros" tem permissão somente de leitura.

Notação em letras : utiliza-se uma letra para representar todos os grupos.
Exemplo: chmod +x arquivo.sh
Diz que todos os grupos terão permissão de execução.
existe três tipos x, w, r Execução, Gravação e leitura respectivamente.
Caso se deseje dar permissão total a todos basta utilizar chmod +wrx arquivo.sh

Tabela

READ

(leitura)

WRITE

(escrita/gravação)

EXECUTE (execução)

Resultado em decimal

0

0

0

0

0

0

1

1

0

1

0

2

0

1

1

3

1

0

0

4

1

0

1

5

1

1

0

6

1

1

1

7

Recuperar o Grub do Ubuntu.

Quem já não instalou o Windows após uma instalação Linux, e o Grub sumiu? O que fazer agora?
será que perdi meus dados?
Calma, não se desespere a solução é bem simples. Abaixo seguem os passos para a recuperação do Grub, testado e aprovado por mim :D.

O teste foi feito utilizando a distribuição Ubuntu, mas creio que funcione com outras distribuições Debian-like.

1° passo:

Dê boot pelo cd live do ubuntu.

2° passo:

Abra o terminal: Menu Aplicações>Acessórios>Terminal

3° passo:

Digite o comando sudo grub

4° passo:

Abrirá o console de comandos do GRUB com o seguinte prompt: grub>
prossiga digitando os comandos abaixo nesse console.

5° passo:

find /boot/grub/stage1

6° passo :

root (hdX,Y)
Onde o (hdX,Y) será substituido pelo que aparece na saída do ultimo comando, como por exemplo - (hd0,1).

7° passo:

setup hd0

8° passo:

quit


Pronto agora é só reiniciar, tirar o live cd e dar normalmente boot pelo HD.


Qualquer pergunta, estou a disposição para esclarecimentos.
Um grande abraço.
Everton Moschen Bada

Open Linux Router...

Estava eu, navegando pela net, lendo uns artigos na Linux Magazine quando de repente leio sobre OLR(Open Linux Router), e fiquei intrigado para conhecer essa solução. Logo, fiz o download pelo site do desenvolvedor que afirma que sua solução para administrar servidores Linux através de uma interface Web é muito clara e intuitiva. Na minha infinita curiosidade baixei e instalei, no Ubuntu 8.04, apenas para constatar se realmente é o que o desenvolvedor afirma, então vamos às conclusões:

Instalação:

O processo de instalação requer conhecimentos básicos de terminal. O arquivo disponibilizado pelo site vem compactado como .tzg, que facilmente pode ser extraído clicando-se sobre o arquivo com o botão direito do mouse e escolhendo a opção: extrair os arquivos. Após a extração dos arquivos é necessário abrir o terminal e navegar até o diretório gerado pela extração, então, no diretório digite: sudo su ./setup.sh
Durante a o processo de instalação é solicitado os diretórios de destino para os arquivos de instalação, usuário e senha para acesso via browser, basta informar esses dados e o processo estará concluído. Ao final, será informado um link para acessar o OLR via browser, copie esse link e cole na área de endereços do navegador. Abrirá a seguinte tela:

Informe o usuário e senha para autenticação.


Em seguida abrirá a seguinte página:



Prontamente instalei o squid e o sarg, startei o squid, abri uma VM, "apontei" o browser para usar o squid como proxy e no mesmo instante ja estava conseguindo visualizar os relatórios do sarg via Webmin do OLR.

Conclusão:

Realmente OLR é uma ferramenta que facilita bastante administração de um servidor. Eu citei apenas o caso da utilização de um proxy, mas é possível administrar vários programas e serviços, alguns deles são:

- Apache;
- DHCP;
- BIND9;
- SAMBA;
- FreeRadius;
- Configuração de Rede;
- IPTables/IPFW;
- Quagga Routing Engine;
- Configurações do Sistema;
- Gerência de SNMP;
- Open VMP e vários outros programas e serviços.


A princípio gostei bastante, e vou estudar um mais para futuramente fazer um tutorial explicando melhor a configuração do OLR.


Abraço a todos.

Interoperabilidade entre Windows e Suse


por Adriano Vieira

O mercado muda, as necessidades por novas tecnologias crescem e vantagens aparecem em ambos os lados da moeda; Quando se fala de Windows e Linux de um lado temos a Microsoft, que liderou o mercado oferecendo simplicidade de configuração em seus sistemas servidores e tudo o que o usuário necessitava quanto a facilidade de uso, do outro o Linux que, nos últimos anos, vem conquistando cada vez mais adeptos devido a sua intensa segurança e modularidade. Agora, o mercado realmente se daria ao luxo de poder escolher somente uma dessas vantagens e nunca usufruir de ambas?

Sem dúvida que muitos interesses na área de interoperabilidade entre Sistemas Operacionais surgiram, principalmente entre os profissionais que utilizam tecnologias de servidores Microsoft, como o Active Directory, e sempre quiseram utiliza-las em conjunto com ambientes Linux, mas, devido a muitos fatores, como dificuldades tecnológicas e principalmente cultura organizacional, essa tal interoperabilidade (de forma completa) se tornava quase inalcançável... até agora.

Quem acompanha o nosso blog deve ter lido o post de meu amigo Wancleber, que falava sobre o investimento de 100 Milhões de Dólares da Microsoft na Novell, a um mês atrás, isso é, prevendo o que hoje se torna realidade: Microsoft e Novell investem em interoperabilidade entre seus sistemas, Windows Server e Suse Enterprise.

O documento abaixo é uma tradução rápida que fiz, adequada ao linguajar português comum, de um artigo do site desse projeto: www.moreinterop.com. É importante notar que há muito jogo de política em tudo isso, por isso leiam com um olhar crítico, notem que também fala de compatibilidade entre formatos de arquivo (Há um post no blog sobre isso), boa leitura:


Virtualização

O DataCenter do futuro terá tanto Windows quanto Linux. Companhias que estão aptas a faze-los trabalharem juntos, em um esquema de virtualização bidirecional, serão capazes de reduzir custos e complexidade. Companhias contrárias a essa ideia não vencerão.

Este é o motivo pelo qual Microsoft e Novell estão colaborando: Prover uma plataforma de virtualização que permitirá ao SUSE Linux Enterprise Server rodar como um "guest" (convidado) em um sistema Windows Server 2008 e permitir que o Windows Server 2008 rode como um sistema paravirtualizado sobre o SUSE Linux Enterprise Server, bem como prover suporte as companhias que farão uso dessa nova solução de virtualização.


Base de padronização para o Gerenciamento de Sistemas

Dar aos clientes a capacidade de gerir esta natureza mista de sistemas rodando física e virtualmente com ferramentas padrão é uma de nossas maiores prioridades. Novell e Microsoft estão trabalhando juntas de forma a desenvolver soluções padronizadas para gerenciamento desses sistemas.

Estamos desenvolvendo uma implementação de código aberto da especificação WS-MAN. Quando nosso trabalho estiver completo, você estará apto a utilizar o Microsoft System Center e o Novell ZENetworks para administrar a cooperabilidade entre Windows e Linux.

Sendo assim sua infraestrutura poderá sustentar as mudanças que seus negócios demandam, provendo um meio flexivel e com custo-benefício necessários para gerir essa tecnologia mista.


Gerenciamento de Identidade

Um dos problemas chave encarados pelas companhias atualmente é como administrar efetivamente o direito à informação para seus empregados, parceiros, e clientes dentro de uma organização com muitos tipos diferentes de sistemas.

Para resolver este desafio o pessoal de nosso Interoperability Lab está desenvolvendo tecnologias que facilitarão a interoperabilidade entre Microsoft Active Directory e Novell´s eDirectory. Em adição, Novell Access Manager suportará o WS-Federation Protocol. A solução resultante dará a você a abilidade de utilizar um método de autenticação comum entre sistemas Windows e não Windows.


Compatibilidade entre Fomatos de Documentos

Se os usuários encontrarem problemas quando compartilharem seus documentos, importantes transações comerciais podem acabar parando. Microsoft, Novell e a comunidade de software livre estão colaborando para garantir a interoperabilidade entre aplicações de escritório. Juntos, nós criaremos um "tradutor" bidirecional para processamento de documentos de texto, planilhas e arquivos de apresentações (slides) entre o Open Document Format (ODF) suportado pelo OpenOffice.org e pelo OpenXML, a nova geração de formatos de arquivos para Microsoft Office. O tradutor Open XML/ODF para os documentos de texto já está disponível, e nós estamos trabalhando duro para estender essa interoperabilidade tambem para os demais aplicativos: planilhas e apresentações.


Me disponho a qualquer correção pelo e-mail: adriano.thekid@gmail.com.

Abraço a todos.

Creative Commons License
Interoperabilidade entre Windows e Suse by Adriano Vieira é licenciado sobre uma Creative Commons Atribuição-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.
Baseado em um trabalho para o site beaglenetwork.blogspot.com.

Microsoft investe U$100 milhões na Novell

Na última quarta-feira a Microsoft anunciou um investimento de U$100 milhões na Novell para desenvolvimento e pesquisa do Novell Suse Linux Enterprise Servers, como noticiou o site Networkworld. Agora fica a questão: qual será o interesse obscuro da Microsoft em financiar projetos de pesquisa da Novell? Por que financiar uma distribuição Linux?

Se levarmos em consideração que as distribuições Linux possuem produtos que são concorrentes diretos da Microsoft, assim como, o Apache e tantos outros, vamos perceber que atitudes como essa nos deixam confusos, pois elas vão contra o príncipio básico de qualquer empresa (princípio: Lucro!!!).

So nos resta esperar e conferir o que se segue após esse acontecimento.


Abraço a todos!


 
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