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Mais um caso de roubo de senha em redes sociais... uma questão de bom senso

Todos os dias centenas de novas ameaças à segurança da informação são "despejadas" na web, muitas delas sob forma de vírus, spams, malwares, e-mails e páginas falsas. Em quase todas as formas utilizadas para roubo de informação, a engenharia social é uma constante e o bom senso é a melhor arma contra estas práticas.

As redes sociais atraem cada vez mais adeptos e, consequentemente, mais enganadores e falsários na web.

Hoje um amigo me mandou a seguinte mensagem: "Adriano, o Tiririca morreu cara!!!". Fiquei espantado, de fato, afinal o humorista, muito provavelmente, será eleito deputado federal neste domingo (estamos no Brasil e tudo é possível ¬¬). Indaguei, então, sobre como o amigo ficou sabendo disso. Ele me disse que tinha uma comunidade no orkut relacionada a isso.


Fui conferir no link da comunidade (com mais de 74.000 membros) e, não surpreso, percebi uma forma comum de fraude, mas que vem ganhando muito espaço agora nas redes sociais: especular informações e ganhar adeptos como "confirmação de veracidade". A informação, obviamente, é falsa... e a forma de uso da engenharia social (com artistas em destaque servindo de "background" para as ações maliciosas) já é bem conhecida por pessoas esclarecidas sobre o assunto.

Todos os links da página principal, embora possuam diferentes informações, possuem o mesmo texto e apontam para o mesmo destino: uma página falsa do Orkut. Mesmo assim é suposto que não sejam poucas as pessoas que devem ter digitado seu login e senha nessa página, devida a perfeição com a qual a mesma imita a original... mais uma vez, o bom senso em observar a URL da página é importante:


Fiquem atentos aos perigos que circundam a web! O CERT (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil) disponibiliza uma cartilha sobre segurança na web (clique aqui para visualizá-la)... se você já é da área, recomendo que indique essa cartilha a seus amigos e familiares... é bem interessante.

Abraço a todos

PDF malicioso


Uma falha de segurança no PDF (Portable Document Format) permite a execução de arquivos maliciosos. Por enquanto a Adobe (criadora do padrão e referência em softwares para leitura e criação de PDFs) ainda não disponibilizou uma atualização que proteja os usuários desta vulnerabilidade. Foi criado apenas uma forma de detectar que o arquivo PDF é uma ameaça e exibir um aviso para o usuário informando da tentativa de execução do um arquivo malicioso.

Mas o especialista em segurança Didier Stevens mostrou em seu blog como utilizar de engenharia social para enganar o usuário final. Ele manipula a mensagem exibida pelo Adobe Reader para que o usuário acredite que a melhor opção seja permitir que o aplicativo seja executado. Como pode ser visto no seu blog no endereço http://blog.didierstevens.com/2010/03/29/escape-from-pdf/. Após este artigo a Foxit também desenvolveu o alerta para a detecção de malware.

Diante disso, no blog da Adobe foi divulgado como se proteger desta ameaça, como um paliativo, de uma forma bem simples. No menu Editar clique em Preferências, aparecerá a janela mostrada abaixo:


Clique em Gerenciador de Confiança e desmarque a opção "Permitir abertura de anexos de arquivos não-PDF com aplicativos externos".

Para administradores de rede a Adobe sugere a criação de uma chave de registro, no Windows, para fazer com que esta opção seja definida como desabilitada:

HKEY_CURRENT_USER\Software\Adobe\Acrobat Reader\9.0\Originals

Name: bAllowOpenFile
Type: REG_DWORD
Data: 0

E esta outra para desabilitar a opção Preferências para que o usuário não tenha acesso às configurações de segurança:

HKEY_CURRENT_USER\Software\Adobe\Acrobat Reader\9.0\Originals

Name: bSecureOpenFile
Type: REG_DWORD
Data: 1

Um abraço!!

Criptografia [3]: PGP - Pretty Good Privacy (Privacidade Muito Boa)

Olá!

Apresentaremos aqui aspectos básicos do PGP.

HISTÓRICO

Em 1991 o americano Phillip Zimmermman previu o crescimento dos computadores , bem como o incremento no seu uso para troca de mensagens. Preocupado com possíveis violações aos direitos de privacidade desses usuários, Phill desenvolveu o PGP, um sistema de encriptação híbrido.

Logo o programa espalhou-se pela internet e como a exportação de softwares criptográficos sem autorização do governo é vetada pela lei americana, Zimmermman foi investigado durante 3 anos. Provou-se ao final do processo que uma terceira pessoa não identificada fora a responsável pela distribuição indevida do programa e Zimmermman foi inocentado.

O programa passou a ser legalmente distribuído através de livros publicados com as novas versões de seu código-fonte, já que a legislação americana não considera o código impresso como um programa. (Nesse caso, temos aí uma boa utilização das brechas da lei =P)

Zimmmermmann fundou a PGP Inc. e em 1996 passou a comercializar o programa. Posteriormente a companhia foi comprada pela McAfee que perdeu o interesse pelo software e o repassou a uma nova empresa.

Pode-se encontrar uma versão livre para implementação chamada GPG (GNU Privacy Guard), baseado no OpenPGP (RFC4880).

COMO FUNCIONA

Como um método híbrido de encriptação, o PGP combina desempenho e segurança na transmissão de dados.

O primeiro passo é a compressão de dados. Isso agiliza a transmissão e aumenta a segurança da cifra, já que dificulta a identificação de um padrão encontrado nas mensagens originais que pode facilitar a quebra da cifra.

No segundo passo do processo é criada o que chamamos de chave de sessão, que é gerada uma única vez. A session key corresponde à criptografia com chave privada e é composta por um número aleatório.

Temos então uma espécie de mensagem encriptada em 1ª versão. Essa versão inicial será agora encriptada com a chave pública do destinatário da mensagem, e levará em seu conteúdo a session key criada anteriormente.

No processo de desencriptação o destinatário da mensagem utiliza a sua chave privada para acessar os dados encriptados na geração da session key do remetente. A session key é então utilizada para recuperar a mensagem original.

A repetição de alguns termos pode parecer confusa mas uma leitura com mais calma facilita a visualização do processo.

Próximos assuntos: assinatura digital, certificação digital e hash

Abçs =)

Criptografia [2] : Chaves Simétricas e Assimétricas

Olá!

Continuando o assunto Criptografia iniciado aqui, vamos conhecer um pouco sobre Chaves Simétricas e Assimétricas.

As chaves simétricas

A criptografia simétrica é computacionalmente menos custosa e mais rápida e, portanto, é mais indicada para grandes quantidades de dados.

Isto se deve ao fato de que aos algoritmos para esse tipo de criptografia são mais simples, visto que apenas uma chave é utilizada para criptografar e descriptografar os dados.

Essa agilidade leva a um problema de gerenciamento de segurança porque todas as partes envolvidas no processo precisam conhecer a chave de criptografia, que é a mesma para crip/descrip. E no tocante ao gerenciamento de chaves criptográficas, o processo inclui a geração, a distribuição, o backup, a nova geração e o ciclo vital da chave. E é nesse ponto de distribuição que pode ocorrer o incidente, já que todas as pessoas que necessitam dos dados requisitam o acesso à chave.

Esse tipo de criptografia fornece permissão para dados criptografados. A segurança no tocante ao acesso devido à chave é razoável. Porém, a criptografia simétrica não oferece não-repúdio. Qualquer pessoa pode enviar uma mensagem se passando pelo dono da chave.

Os algoritmos utilizados incluem RC2(128bits), 3DES(Padrão triplo de criptografia de dados) e AES(Padrão de criptografia avançada).

As chaves assimétricas

Em uma comunicação 1/1 a chave simétrica cai como uma luva. Mas como ficaria em uma comunicação 1/N (1 para vários) ?

Os dados enviados poderiam ser descriptogrados por qualquer pessoa que tivesse acesso à chave, mesmo que não fosse o destinatário original, ou ainda qualquer um poderia enviar mensagens como sendo o dono da chave.

A chave assimétrica resolve esse tipo de problema porque são utilizadas duas chaves distintas: uma para criptografar e outra para descriptografar. Uma é a chave pública, que é distribuída para todos, a outra é a chave privada, que deve permanecer em sigilo.

Ao enviar uma mensagem, utiliza-se a chave pública do destinatário para criptografá-la com um algoritmo de chave assimétrica. Essa mensagem só pode será descriptografada com a chave privada do destinatário, o que garante que o seu conteúdo seja acessado apenas detentor da chave.

A criptografia assimétrica assegura, assim, a confidencialidade das mensagens.

Se pensarmos um pouco mais, chegaremos à conclusão que outros quesitos relacionados à segurança não podem ser atendidos apenas com esse tipo de criptografia. A confirmação da origem real da mensagem bem como a integridade dos dados transmitidos, são aspectos importantes do gerenciamento de segurança não contemplados durante esses processos de crip/descrip. Soluções para esses casos serão abordadas futuramente.

Abçs =)

Domínio hospeda página falsa do Itaú

O domínio www.comprovantesonline.com está hospedando uma página semelhante à do site do banco Itaú. Se você é usuário do Firefox ou Chrome o navegador informará que este domínio é suspeito da prática de phishing. Já o Internet Explorer não passa nenhuma informação ao usuário (testei apenas com estes 3 navegadores).


Página falsa

Página Original

Nova falha ameaça Vista e Windows 7

Um pesquisador identificou uma nova falha que pode colocar em risco todas as organizações que usam as distribuições Windows Vista e 7, da Microsoft.

A falha baseia-se em um driver utilizado pelas funções de compartilhamento do Samba, de acordo com Bojan Zdrnja, um pesquisador do SANS Internet Storm Center. O código do Exploit foi liberado por volta das 11:00 hrs da manhã de ontém (08/09/2009), disse ele.

Zdrnja disse que testou o código do Exploit e que ele trabalha em versões atualizadas do Vista rodando Service Pack 1 ou 2, bem como no Windows 7. Isso também pode afetar o Windows Server 2008. Quando obtem sucesso, o Exploit causa "queda" no sistema, fazendo-o parar.

"Você tem, então, a tela azul da morte", disse Zdrnja.

Pesquisadores não sabem ainda se a falha é remotamente explorada, disse Zdrnja. Só um pacote malicioso é necessário para parar a máquina. A maior parte dos computadores em uma rede externa tem aberta a porta 445, que é usada para compartilhamento de arquivos.

Isso é muito perigoso, uma vez que um hacker tenha acesso a um computador na rede, seria possivel derrubar todas as outras máquinas, disse Zdrnja. Os administradores precisam desabilitar acesso a porta 445.

Usuarios domésticos, normalmente, também mantém esta porta aberta, disse Zdrnja. Mas para usuários que entram em uma rede Wi-Fi publica o Windows perguntará se a rede em questão realmente é publica, e em caso positivo, bloqueará automaticamente a porta 445.

Um módulo para o Exploit já foi criado para Metasploit, um grupo de ferramentas hacker usadas para atacar PCs, disse Zdrnja.

A Microsoft liberou seus cinco novos patches, todos eles foram taxados como "Critical" (o maior "level" dentre todas as taxas de ameaças para softwares Microsoft).

"Isto é realmente sério", disse Zdrnja. "Isso pode, potencialmente, afetar um grande número de máquinas".

O SANS Internet Storm Center publicou uma curta nota sobre a falha. A Microsoft ainda não fez um comentario imediato sobre o assunto, mas disse que está investigando.


Abraço a todos.

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Tradução Livre de artigo:
New flaw could hit Vista and Windows 7

Do site:
http://news.techworld.com/

Introdução aos Sistemas de Detecção de Intrusos


Vivemos em um mundo cada dia mais conectado. Redes de computadores se entrelaçam formando caminhos sem fronteiras. Um mundo onde as organizações, se não são completamente virtuais, dependem diretamente de sua infraestrutura de rede para sobreviver e evoluir. Logo, vivemos em um mundo onde a "saúde" de uma organização, ou seja, sua segurança e confiabilidade no mercado dependem diretamente de quão funcional e segura é sua rede.

Um
Sistema de Detecção de Intrusos, conhecido como IDS (Intrusion Detection System), é um software capaz de detectar atividades suspeitas na rede, tomando decisões dependendo de como foi configurado para tomá-las. Então, na integra, como funcionam esses valiosos "aliados" das organizações e suas redes na luta contra o mal (hackers, vírus, etc)?

Basicamente, existem duas linhas de IDS:

  • NIDS (Network Intrusion Detection System): Trabalham na detecção de intrusos na rede, sendo, usualmente, dispostos em pontos estratégicos, monitorando assim todo o tráfego de entrada e saída de dados. Embora sejam cruciais, deve-se ter como premissa que seu uso pode diminuir a velocidade da rede.
  • HIDS (Host-based Intrusion Detection System): Trabalham em hosts individuais, bem como em equipamentos na rede. Um HIDS monitora o tráfego do dispositivo o qual ele está instalado, alertando o usuário caso encontre situações suspeitas.
Normalmente, um software de detecção de intrusos vem pronto para trabalhar de uma forma padrão, podendo ser configurado para detectar, julgar e alertar a ocorrência de anomalias na rede dependendo de seu tipo. Abaixo, estão alguns tipos de IDS e como eles se comportam:

  • Baseados na Assinatura (Signature Based): Todo pacote na rede possui atributos próprios, os quais chamamos de assinatura ( tudo que identifica um pacote específico ). Um IDS que trabalhe sobre Assinaturas irá monitorar pacotes e compará-los com uma base de dados de Assinaturas conhecidas de software malicioso. O maior problema, porém, está na velocidade em que novas ameaças aparecem e o tempo em que são descobertas e suas Assinaturas aplicadas a uma base de dados ou seja, os bandidos, a medida do possível, estão sempre um passo a frente dos mocinhos.
  • Baseados em Anomalias (Anomaly Based): As Redes de Computadores de uma organização, usualmente, trabalham de forma conhecida. Tendo como base como sua rede trabalha, o Administrador pode, então, configurar o IDS para trabalhar com base em suas detecções de diferenças ( anomalias ) nos padrões pré-definidos para a rede em questão. Por exemplo: Se uma rede, que normalmente possui somente tráfego conhecido, começa a receber pedidos de conexão em portas diferentes das portas usuais, ou ainda, que passa a trabalhar excessivamente com protocolos que antes eram pouco usados, como protocolos de reconhecimento de rede, então o IDS começará a tomar ações simples sobre estas anomalias.
  • IDS Passivo (Passive IDS): Simplesmente detecta e alerta quando tráfego malicioso ou suspeito é detectado.
  • IDS Reativo (Reactive IDS ou "IDS Norris"): Não somente detecta e alerta o adminstrador em casos suspeitos no tráfego de informações na rede, como também toma ações pré-definidas e, se necessário, de alta complexidade, para reagir contra a ameaça. Normalmente, isso significa bloquear qualquer tráfego adicional que venha do endereço IP detectado. Porém, as vezes, hackers podem usar um endereço conhecido da rede, devido a uma máquina da rede já estar infectada com algum exploit ou coisa parecida, logo, outras reações podem ser tomadas, como: impedir conexões em novas portas para tal endereço IP, impedir certos protocolos para tal endereço IP ou até mesmo transferir todo o tráfego do endereço em questão para outra máquina, que fará o papel de reconhecer e guardar logs das ações do hacker em questão... Tais máquinas são usualmente chamadas de Honney Pots.

Um IDS pode ser de grande ajuda na segurança de sua rede. Porém, como visto acima, para garantir segurança sem detrimento da velocidade e confiabilidade da rede, faz-se necessária uma configuração inicial das ferramentas antes de colocá-las a prova.

Abraço a todos.

Creative Commons License
Introdução aos Sistemas de Detecção de Intrusos by Adriano Vieira is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.

Um pouco sobre criptografia

As decepções da vida não é?!!!

Caso 1: Aquele seu amigão do peito, parceiro de quase todas as horas, mandou um e-mail pra sua namorada contando da pulada de cerca no último feriado, qdo supostamente devido a um forte resfriado, vc não foi vê-la e estava de cama.
Acalme-se! Antes de dar uma lição no seu amigo da onça, certifique-se de que foi realmente ele quem enviou o email dedo-duro!
Ahh, o endereço era dele? Infelizmente isso não significa muita coisa.

Caso 2: Vc passou dias sem dormir, queimando os últimos neurônios disponíveis para impressionar o seu chefe com aquela idéia para a reorganização do seu setor, sonhando até com uma promoção. Trabalha até a madrugada e envia para o email do boss o projeto milionário todo prontinho. Na manhã seguinte, todos recebem a notícia que o Fulano acaba de ser promovido por apresentar a solução mais criativa para a reestruturação do setor. Nada de errado, afinal a idéia foi sua e vc batalhou por ela, porééémmmm, o Fulano não é vc! o.O

Estes cenários ridículos ilustram a falta de segurança no envio/recebimento de mensagens por email. Geralmente não há como autenticar o remetente de uma mensagem e o monitoramento de tráfego pode levar seus emails para mãos erradas.

E agora, que poderá nos defender? A criptografia!

Acho que o assunto vai ser longo então façamos como Jack: por partes!

O que é Criptografia?
Não vou dizer aqui que a palavra criptografia vem do grego ‘kryptós’ [esconder] e “gráphein’ [escrever]. Sendo assim vc terá que deduzir sozinho que seria algo como ‘esconder a escrita’.
A idéia de criptografar ou esconder as mensagens só faz sentido se alguém puder lê-las depois. Mas não qualquer alguém e sim O alguém a quem as mensagens sejam dirigidas, mantendo assim sua confiabilidade e integridade.

Tipos de Criptografia
A criptografia computacional utiliza o conceito de chaves criptográficas para embaralhar/desembaralhar as mensagens.
As chaves são um conjunto de bits baseados em um determinado algoritmo capaz de embaralhar [codificar] e desembaralhar [decodificar] as informações. Assim, apenas o receptor que possuir a chave correta poderá decifrar a mensagem enviada.
O uso de chaves possibilita ao emissor a utilização de um mesmo algoritmo para destinatários diferentes, sem que estes sejam capazes de decifrar as mensagens enviadas aos outros.

Próximo post:
Chaves simétricas e assimétricas
Padrão de criptografia PGP

Abraços =)


Dicas de Segurança para seu Computador - Parte 1

Segurança de dados tem se tornado um assunto comum em rodas de conversas, mesmo até por pessoas que não trabalham no setor de informática. Sempre tem aquelas pessoas que acham que tem mais conhecimentos do que outros e começam a palpitar sobre questões de segunrança, claro que algumas vezes acertam. Diz que nenhuma vez alguém ja tentou te esclarecer como fraudes de bancos acontecem?

A intenção em fazer esse post e outros, é primeiramente esclarecer o funcionamento do computador e de seus softwares básicos, como, sistema operacional, antivírus, antispam e outros, pois não adinata chegar aqui e encher o blog com posts que só expõem termos técnicos que para o usuário final não será muito útil. O importante é conhecer as ferramentas básicas e ao longo do tempo e da seqüência de posts iremos aprofundar melhor nas questões sobre segunrança.

Nesse primeiro post selecionei um vídeo criado pelo CGI.br(Comitê Gestor da Internet no Brasil) que explica de forma clara e intuitiva sobre a história da grande rede e sua utilização, benefícios e malefícios.



Configurando o ZoneAlarm 8

O firewall gratuito mais utilizado no mundo, como todo firewall, pode criar algumas complicações a usuários que, mesmo possuindo conhecimentos básicos de rede, desistem de utilizar essa eficaz solução de segurança devido a problemas simples e que poderiam ser resolvidos.

Para baixar o firewall ZoneAlarm 8.0.1 clique aqui.

Nesta video-aula procuro passar os conhecimentos inicias do ZoneAlarm para garantir acessibilidade à internet mantendo as diretivas de segurança do firewall.



Qualquer dúvida contate-me por e-mail: adriano.thekid@gmail.com
ou deixem um comentário no Beagle Network TI, responderei assim que possível.

Abraço a todos.

Creative Commons License
O video: Configurando o Zone Alarm - Básico by Adriano Vieira é licenciado sobre uma Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
Baseado em um trabalho para o site: www.beaglenetwork.blogspot.com.

Nos complementos do Firefox

Fãs da Raposinha, atenção!

Um malware de nome Trojan.PWS.ChromeInject.A está se passando pelo Greasemonkey, um conhecido plug-in do Firefox, e roubando informações bancárias dos usuários. Ele é executado toda vez que o navegador é aberto. Para evitar dores de cabeça, não baixe complementos de sites não certificados pela Mozilla.
Programas da BitDefender já identificam e eliminam o aplicativo malicioso.

Abraços =)

Para usuários MS

Oi pessoal!

Férias iniciando e com elas mais um tempinho disponível pra colocar tudo em ordem. Então que tal começar pelo computador?
Para os caros leitores usuários de produtos MS, fiquem atentos à proxima 3ª feira, 09/12.
Estarão saindo do forno 8 boletins de segurança para Windows, Office e IE, dos quais seis boletins contém correção de nível crítico e dois, de nível importante.

Todo mundo atualizando o sistema antes de pegar uma praia.

Abraços =)

Segurança em Nuvem

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Michigan testou 12 antivirus e chegaram às seguintes conclusões:
* a detecção das ameaças atinge apenas 35%;
* a vulnerabilidade dos sistemas pode chegar até a 48 dias.
A partir dessas informações, os pesquisadores criaram o CloudAV. Já dá pra perceber o que é ?
Isso mesmo: um antivirus baseado em cloud computing. Um programa no host final e um serviço na web compõem o antivirus do futuro. Que nem é tão futuro assim! Empresas como Trend Micro, Panda, Symantec e McAfee já estão lançando seus produtos baseados na mesma tecnologia.
Funciona assim: o arquivo é recebido pelo host (que pode ser um desktop, um PDA, um smartphone) e, se não for identificado localmente, um hash é enviado ao serviço na web que envia a resposta ao problema específico.


Vantagens? A checagem simultânea do arquivo, que aperfeiçoa a detecção, a rapidez na descoberta da solução e evitar downloads de bd de vírus, cada vez maiores.
Desvantagens? Alguns apontam o aumento do tráfego, mas só com o início do uso do serviço vai ser possível responder a essa pergunta.

Link para a pesquisa da Universidade de Michigan

Abraços =)

Correção de segurança na rede une gigantes da Informática

Uma falha de segurança na Internet relacionada ao DNS foi descoberta há cerca de 6 meses. Essa falha permitiria redirecionamento de páginas, sendo perfeita para a prática de "'Pishing". A descoberta do especialista em segurança Dan Kaminsk, da IO Active, reuniu em Março último a Microsoft, a CISCO e a Sun Microsystems, com cerca de 16 pesquisadores no campus de Redmond em busca de uma solução. E ela acaba de sair!
Kaminsk criou uma página, http://www.doxpara.com/ , onde as pessoas podem descobrir se seus computadores possuem a vulnerabilidade.
Na terça-feira, a Microsoft disponibilizou a correção em um pacote de atualização do Windows.
Como o "patch" está sendo mantido sob rigoroso segredo, os pesquisadores afirmam que hackers não têm acesso aos detalhes técnicos.

Abraços =)

Squid-NT - Bloqueando sites e downloads

O Squid para a plataforma Linux é o mais usado no mundo. Uma versão do Squid também está disponível para Windows, o Squid-NT. Infelizmente ele ainda tem muitas limitações se comparado a versão original para Linux, mas funciona legal para bloquear alguns sites por exemplo.

Essa solução funciona no Windows 2003 Server. No Windows XP funciona mas só localmente.

Bom, nesse breve tutorial vamos mostrar como bloquear sites por domínio e por palavras.

Instalação:

A versão mais atual e estável você pode baixar aqui. Vamos usar a versão 2.6 Standard, sem suporte a SSL.

Descompacte o arquivo para C:\. Nosso diretório será C:\squid\.

Para criar o serviço vá ao prompt de comando e entre na pasta C:\squid\sbin.
Digite o seguinte comando:

squid –i –n Squid

Squid foi o nome dado ao serviço. Poderia ser qualquer nome.

Vá no diretório C:\squid\etc\ e renomeie os arquivos squid.conf.default e mine.conf.default para squid.conf e mine.conf. O arquivo squid.conf é utilizado para configurar o Squid.

Para criar os diretórios de cache digite o comando:

squid -z

Feito isso vamos iniciar o serviço.

1 - Vá em Iniciar->Executar e digite services.msc.
2 - Procure o serviço Squid (ou o nome que você deu a ele) como mostrado na imagem abaixo.

3 - Dê 2 cliques sobre ele e configure o tipo de inicialização para automático e clique em iniciar. como na figura abaixo.



Bloqueando os sites:

Baixe aqui os arquivos de configuração, o squid.conf e dois outros arquivos com a lista de palavras e domínios bloqueados e outro com extensões para proibir o download de determinados arquivos.
Descompacte esses arquivos para o diretório C:\squid\etc\. Lembre-se de fazer um backup do arquivo squid.conf já existente neste diretório.

Observe no arquivo no_sites.txt que para bloquear domínios usa-se um . na frente. Para bloquear palavras é só inserir uma palavra por linha. Observe também que odeiamos funk rs.

Feito isso reinicie o serviço através da ferramenta services.msc.

Essa foi a configuração básica que aprendemos a fazer pesquisando sobre o assunto na Internet. Quem puder contribuir com nosso post agradeceremos muito.

27-09-2008
Fiz uma modificação no arquivo de configuração. Dessa forma funcionou melhor.

Download

Um abraço.

Previnindo-se de ataques de Força Bruta


Introdução


Um boa opção para a prevenção a ataques de força bruta é o Fail2Ban, disponível para distribuições Linux. Este artigo abordará a instalação e configuração baseada na distribuição Debian Etch, porém, este artigo se aplica a todas a distribuições baseadas no Debian(Kurumin, Ubuntu etc).

O Fail2Ban é um analisador de logs que verifica constantemente os arquivos /var/log/pwdfail, /var/log/apache/error_log ou qualquer outro log de algum serviço que esteja em execução. Através da análise desses logs o Fail2Ban atualiza dinamicamente as regras de firewall para rejeitar conexões oriundas do IP em questão que tenha falhado algumas vezes durante a autenticação.

Instalação

Abra o terminal e digite o seguinte comando:

# sudo apt-get install fail2ban

Configuração

Durante a instalação é ativada apenas a configuração para a porta de SSH. As demais portas podem ser configuradas, como será mostrado a seguir. Os arquivo de configuração encontra-se em /etc/fail2ban/jail.conf , mas de acordo com a documentação do programa é aconselhável que as configurações estejam num arquivo .local, ao invés de .conf, então, vamos copiar o arquivo digitando o seguinte comando:

# cp /etc/fail2ban/jail.conf /etc/fail2ban/jail.local

Feito isto, vamos iniciar a configuração apartir do arquivo jail.local

# vim /etc/fail2ban/jail.local

Bom, antes de prosseguirmos com a configuração alguns parâmetros precisam ser explicados.

Ignoreip – endereços IPs que devem ser ignorados durante o monitoramento, ou seja, não serão bloqueados caso haja várias tentativas de acesso.

Bantime
– especifica quanto tempo o IP será bloqueado. O tempo é especificado em segundos.

Maxretry
– número de tentativas até o bloqueio do IP.


Inicio do arquivo jail.local:

# "ignoreip" can be an IP address, a CIDR mask or a DNS host
ignoreip = 127.0.0.1 (própria maquina) 192.168.1.1 (endereço utilizado para administração do Servidor )
obs: na opção acima você pode adicionar redes a serem ignoradas, como por exemplo, se fosse colocado lá 192.168.1.0/24 estaria ignorando todos os IP desta faixa de endereço, porém, aconselho a liberar apenas os endereços ao qual você usará para acessar esse PC em sua administração.

bantime = 600 (o default é 600 o que equivale a 10 minutos, porém, você pode alterar para um valor que achar melhor)
maxretry = 3 (número de tentativas antes do bloqueio).

O restante da configuração está pronta, basta apenas trocar os valores de false para true, como segue abaixo:

[ssh-ddos]
enabled = false (mudando o valor para true, fará com que o Fail2ban comece a analisar os logs para esse serviço.
port = ssh,sftp
filter = sshd-ddos
logpath = /var/log/auth.log
maxretry = 6

Existe a possibilidade de um aviso ser enviando ao administrador do sistema caso seja criada alguma regra devido a erros de autenticação.

# [...]

#

# Destination email address used solely for the interpolations in

# jail.{conf,local} configuration files.

destemail = root@localhost(altere o endereco)

# Default action to take: ban only

# action = iptables[name=%(__name__)s, port=%(port)s]

# Following actions can be chosen as an alternatives to the above action.

# To activate, just copy/paste+uncomment chosen 2 (excluding comments) lines

# into jail.local

# Default action to take: ban & send an e-mail with whois report

# to the destemail.

# action = iptables[name=%(__name__)s, port=%(port)s]

# mail-whois[name=%(__name__)s, dest=%(destemail)s]

# Default action to take: ban & send an e-mail with whois report

# and relevant log lines to the destemail.

action = iptables[name=%(__name__)s, port=%(port)s]

mail-whois-lines[name=%(__name__)s, dest=%(destemail)s, logpath=%(logpath)s]

# [...]



obs: Não esqueça de reiniciar o serviço após qualquer alteração, com o seguinte comando:

# /etc/init.d/fail2ban restart



Conclusão


Dentre as soluções de segurança disponíveis, podemos observar que o Fail2Ban é um programa simples de ser implementado e configurado, visto que não é necessário grandes conhecimentos para sua implementação. Um outro ponto positivo é que ele poupa o tempo do administrador da rede, fazendo com que o cara nao precise ficar horas na frente do PC analisando logs, pois o Fail2Ban faz isso automaticamente e com muita eficiência.

fonte Fail2Ban.org


Abraço a todos.

 
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